Ethereum (ETH) – Onde Comprar e o Que Esperar em 2020?

Antes de se conhecer a Ethereum, é útil primeiro conhecer a blockchain.

A blockchain é uma tecnologia inventada pelo criador da Bitcoin – Satoshi Nakamoto.

Na altura, a ambição de Nakamoto era reduzir a dependência no sistema bancário atual e outros sistemas de online banking, oferecendo uma forma de transferência de dinheiro virtual de forma descentralizada.

A Ethereum, por sua vez, tem como objetivo usar a blockchain para substituir o uso de terceirosthird parties – na internet. Os mesmos que armazenam os teus dados (e-mail, identificação e até dados de cartões de débito/crédito).

Neste artigo explicamos-te como funciona a Ethereum, fazemos uma análise ao seu preço e dizemos-te onde a podes comprar e armazenar.

1. O Que é a Ethereum?

O criador da Ethereum, Vitalik Buterin, percebeu que a Blockchain, para além de servir como a base de um sistema que possibilita o armazenamento e troca de valor, tinha outro uso muito valioso.

Vitalik descobriu que se pode incorporar o código informático na blockchain de modo a programar como, quando e por quem o valor em causa é distribuído.

A esse protocolo informático dá-se o nom de “Smart Contract“.

Com base nesta visão criou-se a Ethereum em 2015, dando início a uma nova “era” conhecida como a Blockchain 2.0, na qual se começou a explorar mais a fundo o potencial desta tecnologia.

1.1 Ethereum: dApps e Smart Contracts

Ethereum dApps
A Ethereum permite criar aplicações que vão desde jogos a sistemas de verificação de identidade.

Ao combinar blockchain smart contracts, criou-se uma plataforma pública e descentralizada onde é possível desenvolver novos tipos de aplicações: dApps – aplicações descentralizadas.

Estas aplicações abrem um novo leque de possibilidades aos programadores, que até à data, não tinham alternativas às soluções centralizadas que dominam o mercado das aplicações para dispositivos eletrónicos.

A Google Play (Android) e a App Store (iOS) dominam o mercado das aplicações.

Vejamos as principais características que definem as aplicações descentralizadas (dApps) de um modo generalizado:

  •  A aplicação deve ser open-source (código-aberto): a aplicação não é controlada por nenhuma entidade central e qualquer um pode contribuir para o desenvolvimento da mesma, desde que os nodes da blockchain concordem com as alterações;
  • Os dados e registos da aplicação devem ser armazenados criptograficamente na sua blockchain, possivelmente de um modo visível ao público;
  • As aplicações devem usar tokens de criptomoedas: as suas funções na blockchain variam de caso para caso, mas geralmente usam-se para ter acesso ao produto ou para manter a integridade da rede onde a aplicação está inserida;
  • As aplicações devem gerar tokens: a Ethereum gera Ether (o token correspondente) cada vez que um bloco novo é encaixado à sua blockchain. Da mesma forma, todas as dApps podem construir um token próprio da plataforma e/ou utilizar ETH.

Desde a sua criação, a plataforma da Ethereum tem sido usada para criar várias aplicações em variados tipos de serviços e indústrias.

Os tokens que são criados na plataforma da Ethereum, normalmente designam-se ERC20.

E atenção ao seguinte:

Uma boa parte do Top 100 das criptomoedas ainda são tokens na blockchain da Ethereum.

Isto deve-se ao fenómeno das ICO’s – Initial Coin Offerings – no qual a Ethereum foi o grande catalisador.

token próprio da Ethereum é o Ether (ETH), que tem a função de “alimentar” a rede da Ethereum. Ainda assim, muita gente usa-o como meio de troca ou armazenamento de valor (tal como a Bitcoin) – em grande parte devido à maior rapidez das transferências.

Estes tokens (ETH) são criados por um processo de mineração com o algoritmo Proof-of-Work. Existem, no entanto, perspetivas para a alteração disto, como iremos ver mais à frente.

“Algo que gosto de perguntar às startups que se desenvolvem na plataforma da Ethereum é: “Conseguem-me dizer o porquê de usarem a blockchain da Ethereum em vez dum ficheiro Excel?”

…Caso obtenha uma boa resposta, aí sei que eles estão a produzir algo interessante!”

Vitalik Buterin, Co-fundador da Ethereum

Qualquer pessoa pode usar a máquina virtual da Ethereum (EVM – Ethereum Virtual Machine) para criar aplicações descentralizadas. Estas podem usar uma criptomoeda própria e tirar partido dos smart contracts para criarem o seu produto.

1.2 Exemplos de dApps

Para facilitar a explicação, vamos a um exemplo:

Imagina que querias criar uma dApp onde fosse possível apostar no resultado de algum evento (um jogo de futebol ou uma eleição, por exemplo).

Poderias criar a tua própria criptomoeda na rede Ethereum, que fizesse uso de smart contracts, para depois efetuar os pagamentos de uma maneira justa, correta e segura.

Só que já irias atrasado…

Essa é a proposta de valor da Augur
– uma dApp desenvolvida na blockchain da Ethereum – que permite aos seus utilizadores usar o token próprio “REP” para testar a sua sorte nestes mercados de previsão (prediction markets).

Outra aplicação descentralizada muito conhecida é a do projecto do Basic Attention Token, que pretende revolucionar o cenário da publicidade em meios digitais, conferindo maior poder aos criadores de conteúdo, e descentralizando o modelo de negócio atual deste ramo.

Uma lista completa de aplicações descentralizadas com tokens construídos na blockchain do Ethereum pode ser vista aqui.

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2. Preço da Ethereum

2.1 Histórico de preços

Evolução do preço do Ethereum (ETH) desde o seu lançamento (em escala logarítmica).

Na dia do seu lançamento, no segundo semestre de 2015, uma ETH custava 2,83$. Desde aí, o seu preço já atingiu os máximos (ATH – All Time High) e mínimos (ATL – All Time Low) históricos de:

  • ATL <0,45$ em Outubro de 2015, pouco depois do ICO.
  • ATH >1300$ em Janeiro de 2018, no pico do período mais sorridente para o mercado das criptomoedas.

Dado a registar:

De Jan. 2017 a Jan. 2019, a Ethereum cresceu dos 7,98$ aos 133,37$.

Ou seja, quem tivesse investido em Janeiro de 2017, estaria a lucrar perto de 1700% sobre o seu investimento inicial, em 2 anos!

2.2 Preço em 2019

No primeiro semestre do ano, a Ethereum apresentou uma recuperação da correção que sofreu em 2018. A trajetória de subida foi quase constante até atingir um pico no final de junho, perto dos 350$. A partir daí, a ETH iniciou uma trajetória de descida que só teve fim no início de setembro, estabilizando perto dos 200$.

3. Onde Comprar Ethereum?

Por um lado…

Muitos investidores preferem a opção de CFD’s porque lhes oferece a possibilidade de lucrar com as subidas e descidas do preço das criptomoedas, ao contrário de outras opções. Este é dos poucos tipos de investimento em que isso efetivamente acontece.

Para investires em CFD’s podes:

  • Usar uma corretora como a eToro, onde podes fazer trading de CFD’s sem teres de te preocupar em enviar as criptomoedas para uma carteira.

Se quiseres mesmo comprar ETH, podes:

  • Usar uma criptoexchange como a Binance ou o Coinbase que te permite armazená-las na própria exchange ou enviá-las para uma wallet.

4. Onde guardar ETH?

MyEtherWallet - wallet ethereal
A MyEtherWallet é a wallet do projeto Ethereum.

Existem vários benefícios em armazenar as criptomoedas numa wallet. Nomeadamente:

  • Não estás susceptível a invasões/hacks à exchange;
  • Armazenas as moedas na própria blockchain do projeto.

A MyEtherWallet (MEW) é uma interface gratuita e desenhada na perspetiva do cliente que te ajuda a interagir com a blockchain da Ethereum.

A MEW permite-te, entre outras coisas, criar e gerir wallets; e interagir com os smart contracts.

5. O futuro do Projeto – Ethereum 2.0

No que toca a perspetivas futuras, a adoção de uma vertente do algoritmo de consenso Proof-of-Stake é um dos grandes focosEste algoritmo, desenvolvido pela equipa da Ethereum é conhecido como Casper.

O seu lançamento coincidirá com o de uma série de outras atualizações, nomeadamente para resolver problemas de escalabilidade já apresentados pela Ethereum.

Um dos maiores está relacionado com o número de transações por segundo (TPS) que o sistema consegue fazer.

Ethereum - Comparação TPS
Atualmente as 15 TPS da ETH ainda ficam bastante aquém das 50.000 TPS do sistema de pagamentos Visa.

A equipa da Ethereum teve de responder a estes problemas de escalabilidade, enfrentados quando a rede teve um pico de número de utilizadores – tornando-se praticamente inviável, pois as transações eram muito lentas e caras!

Foi então anunciado o desenvolvimento de duas soluções, Sharding e Plasma. Estas tecnologias de “segunda camada” (second layer solutions) visam aumentar o número de transações por segundo (TPS) que a blockchain consegue suportar, sem comprometer o bom funcionamento da mesma.

Vitalik Buterin espera que estas atualizações aumentem as transações por segundo de uma forma brutal, possivelmente atingindo 1.000.000 TPS.

A entrada em funcionamento do Casper, Sharding e Plasma resultará no lançamento da Ethereum 2.0.

A tão aguardada atualização, que tem o nome Serenity, poderá acontecer a 3 de janeiro de 2020, de acordo com uma Call recente dos responsáveis da Ethereum.

6. Conclusão

A Bitcoin foi responsável pela primeira onda de inovação nas criptomoedas, sendo ela própria uma aplicação descentralizada na blockchain, com a intenção de funcionar como uma moeda virtual igualmente descentralizada.

A Ethereum trouxe consigo a segunda onda de inovação a este mercado. Na plataforma da Ethereum qualquer programador pode criar uma criptomoeda para implementar a sua ideia em torno de uma aplicação descentralizada.

A Ethereum é uma criptomoeda bastante conceituada, com um produto extremamente funcional.

As muito aguardas melhorias que serão trazidas pela atualização Serenity prometem continuar a fazer da Ethereum uma plataforma relevante para os próximos anos.


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